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	<title>QueroMais.com</title>
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	<description>Buscando mais do que oferecem as coisas materiais</description>
	<pubDate>Fri, 29 Sep 2006 13:14:55 +0000</pubDate>
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		<title>Derrubando árvores</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Sep 2006 13:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>randal</dc:creator>
		
	<category>Mudança</category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada quando cheguei no escritório, um caminhão da Prefeitura estava na rua, frente à entrada. No calçadão, meia dúzia de homens podava a árvore grande que sombreava as minhas janelas. Sem pensar mais, entrei e comecei a trabalhar.
A poda continuava. Olhei em vários momentos pela janela até me ocorrer que essa não era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada quando cheguei no escritório, um caminhão da Prefeitura estava na rua, frente à entrada. No calçadão, meia dúzia de homens podava a árvore grande que sombreava as minhas janelas. Sem pensar mais, entrei e comecei a trabalhar.</p>
<p>A poda continuava. Olhei em vários momentos pela janela até me ocorrer que essa não era uma poda normal &#8212; estavam cortando a árvore inteira. A árvore estava podre, embora dava todos os sinais de vida. Até um casal de passarinhos fazia ninho nos seus galhos. Mas meu vizinho de baixo reparara que a árvore mostrava sintomas de que tudo não era o que parecia. Chamara a Prefeitura para pedir análise e deu na cena com que deparei naquele dia.</p>
<p>Nada adiantaria correr lá fora e xingar os funcionários que estavam fazendo seu trabalho. Nem reclamar com meu vizinho. Nem negar que a árvore corria riscos de, uma hora, cair em cima do nosso prédio ou no meio da rua.</p>
<p>Eu não queria perder a árvore, todavia, foi necessário encarar a realidade e ser honesto sobre a situação.</p>
<p>Por que não encaramos a própria vida com tanta honestidade? Enganamo-nos tantas vezes, dizendo para nós mesmos que a situação esteja boa quando há todo sinal de problemática.</p>
<p>Como meu tio com dor de dente. Ele deixou um dente doer até não agüentar mais e finalmente procurou o dentista. Chegando no consultório, aguardava a chamada quando, quase milagrosamente, o dente parou de doer. Foi embora sem ver o dentista. Chegou em casa e começou a doer novamente. Ele repetiu esse triste movimento três vezes antes de<br />
finalmente tratar o problema.</p>
<p>Às vezes tememos a cura mais do que as conseqüências de nada fazer. Pois significa que teremos de aprender novas atitudes, corrigir maus comportamentos, deixar hábitos confortáveis, demonstrar humildade e modéstia.</p>
<p>A espiritualidade nos convida a enxergar além dos sinais da superfície a fim de tratarmos a podridão oculta, para não arcar com danos permanentes depois.</p>
<p>Para isso, precisamos da coragem da honestidade. Precisamos derrubar umas árvores podres.</p>
<p>Quem está à altura para tal?</p>
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		<title>O encanto da viagem</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jun 2006 18:27:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>randal</dc:creator>
		
	<category>Natureza</category>
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		<description><![CDATA[Em pleno meio-dia ensolarado, eu voava no avião da Embraer sobre o litoral entre o Rio de Janeiro e São José dos Campos. O mar se estendeu além do alcance dos meus olhos e, em algum ponto impossível de distinguir, misturou-se com o céu. Eu ficava maravilhado com a vastidão de ambos.
Se eu viajasse aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em pleno meio-dia ensolarado, eu voava no avião da Embraer sobre o litoral entre o Rio de Janeiro e São José dos Campos. O mar se estendeu além do alcance dos meus olhos e, em algum ponto impossível de distinguir, misturou-se com o céu. Eu ficava maravilhado com a vastidão de ambos.</p>
<p>Se eu viajasse aquele trajeto toda semana, talvez aquela vista não tivesse tal encanto. Uma duzia de empresários no mesmo avião mal prestavam atenção às glórias que passavam pela janela. Liam jornais, olhavam relatórios de negócios, lanchavam e cochilavam, sem se darem conta das cenas que tanto me deslumbravam.</p>
<p>Mais gloriosas do que a estonteante natureza física, as belezas e bênçãos espirituais em Cristo nos brilham aos olhos cada vez que levantamos a cabeça para avistá-las pela janela do reino de Deus. A imensidão do amor de Cristo e a extensão da graça do Senhor tiram o fôlego, de modo que queremos captá-las para sempre na lente fotográfica do coração.</p>
<p>Contudo, alguns se acostumaram tanto à regularidade da viagem que se esqueceram de levantar a cabeça, admirar a paisagem espiritual e esperar ansiosamente o destino que deixará as presentes maravilhas diminutas ao lado das glórias eternas. Contentam-se com o modesto serviço a bordo, cochilam nos seus assentos e ocupam-se com pequenos movimentos que servem apenas para passar o tempo da jornada.</p>
<p>Perderam o encanto da viagem e, em conseqüência, o sabor da chegada.</p>
<p>No avião da Embraer, eu quis gritar aos sonolentos passageiros: &#8220;Vejam só o que estão perdendo, gente!&#8221; Retive-me, porém, e aproveitei sozinho o horizonte azul.</p>
<p>No reino de Deus, não me contenho. Dou o grito e aguardo você para me acompanhar, boquiabertos frente às glórias de Deus que não acabam nunca.</p>
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